A CSIRO, a agência nacional de ciência da Austrália, lançou o projeto STRAP para testar quais as práticas de agricultura regenerativa que ajudam os produtores de cereais a enfrentar um clima cada vez mais instável. O projeto dura cinco anos e é liderado pelo investigador Mark Farrell.
Os ensaios decorrem no Sul da Austrália, em Vitória e na Nova Gales do Sul, com grupos locais de agricultores que ajudaram a definir as perguntas. Vão ser testadas culturas consorciadas, leguminosas como fonte de azoto, fertilizantes alternativos e a integração de pastagens nas culturas.
O financiamento é de quase 8 milhões de dólares australianos, do Fundo para o Futuro contra a Seca do Governo australiano. Os investigadores vão medir a saúde do solo, as emissões de gases com efeito de estufa, o uso de fertilizantes e outros fatores de produção, e o risco económico para os agricultores.
A CSIRO está a preparar sistemas de dados ligados a inteligência artificial e a plataformas geográficas para analisar os resultados em grande escala. O objetivo, diz a equipa, é criar provas sólidas sobre o que realmente funciona no terreno.


