Uma equipa do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST), liderada pelo professor Kyung Min Kim, desenvolveu um transístor de óxido capaz de guardar, de forma independente, uma memória de longa duração e outra que se vai alterando com o tempo. O trabalho foi publicado na revista Advanced Materials.
Os investigadores usaram essa característica para criar encriptação baseada no tempo: além da chave, é preciso ler a informação no momento certo. Ao contrário de outros métodos, esse momento é determinado por mudanças físicas dentro do próprio semicondutor, e não apenas por relógios externos ou programas informáticos.
Nas experiências, uma letra «T» só se tornou legível ao fim de 8,4 segundos. Noutro teste, a mesma matriz mostrou primeiro uma letra falsa, «K», e só aos 37 segundos revelou a letra certa. A equipa propôs também uma forma de aplicar o sistema a dados guardados na nuvem.
A tecnologia pode ajudar a proteger informação que não deve ser conhecida antes de uma data, como enunciados de exames ou propostas em concursos. Os investigadores querem agora baixar a tensão de funcionamento e tornar os dispositivos mais uniformes e fiáveis.


