O professor Ivan Vujaklija, da Universidade Aalto, na Finlândia, não procura construir uma mão robótica melhor, mas sim uma melhor interface entre a pessoa e a prótese. Segundo o investigador, as mãos robóticas atuais já são muito capazes, mas não são boas próteses. O objetivo é apoiar os utilizadores durante 30, 40 ou 50 anos, e não apenas dez.
O controlo de próteses através de sinais musculares existe desde a década de 1950 e os sistemas tradicionais usam apenas dois elétrodos, um para abrir e outro para fechar a mão. Os sistemas comerciais mais avançados recorrem a cerca de 8 a 12 elétrodos e a algoritmos que reconhecem movimentos como apontar ou rodar.
A equipa de Vujaklija utiliza uma grelha densa de cerca de 200 elétrodos à volta do antebraço, obtendo dados musculares muito mais detalhados. O trabalho conta com o apoio do Hospital Universitário de Helsínquia (HUS) e de parceiros industriais, e o investigador admite que os ensaios clínicos poderão chegar mais cedo do que previa há cinco anos, sobretudo graças aos avanços da inteligência artificial.
A prótese está em exposição na mostra «Designs for a Cooler Planet», no edifício Marsio, no campus de Otaniemi, até 30 de outubro de 2026.


