Investigadores do Karolinska Institutet analisaram dados do registo neonatal sueco sobre 4695 bebés muito prematuros nascidos entre 2017 e 2024. Desses, 1571 receberam um suplemento probiótico com três estirpes de bactérias e 3124 não receberam.
A morte ou a enterocolite necrosante, uma doença intestinal grave, ocorreu em 0,8% dos bebés que tomaram probióticos, contra 3,4% no outro grupo. As mortes ficaram nos 0,3% face a 1,4%, e os casos de enterocolite nos 0,6% face a 2,5%. Já a taxa de sépsis foi semelhante nos dois grupos.
Desde 2020, a Sociedade Neonatal Sueca recomenda probióticos diários para bebés nascidos entre as 28 e as 31 semanas de gestação. Como o estudo é observacional, mostra associações e não causa e efeito, e o autor principal, Ayoub Mitha, alerta que os resultados não devem ser generalizados a bebés nascidos antes das 28 semanas, que não foram incluídos.
O trabalho foi publicado na revista JAMA Network Open.


