Investigadores da Universidade Estatal de São Petersburgo, em colaboração com outras instituições russas, desenvolveram um método de proteção de sementes que pretende reduzir o risco de doenças nas plantas e aumentar as colheitas. O estudo foi publicado na revista Applied Biochemistry and Microbiology.
A técnica baseia-se no quitosano, um polímero natural derivado da quitina que melhora a qualidade e a germinação das sementes, mas cuja solubilidade limita a duração do efeito. Para o reforçar, a equipa juntou glioxal, um agente antibacteriano usado na agricultura, e aplicou um tratamento térmico que forma uma rede polimérica.
O método mais eficaz consiste em embeber as sementes numa solução de quitosano, secá-las e tratá-las depois com glioxal aquoso. Segundo os autores, este procedimento aumenta a produtividade mais de 1,5 vezes e reduz o risco de doenças graves, tendo sido testado em trigo mole, uma cultura importante para o clima rigoroso do noroeste da Rússia.
Por enquanto, a técnica foi testada apenas em laboratório. “Produziu resultados iniciais promissores”, afirmou a professora associada Mariia Fokina, sublinhando que será necessária mais investigação para avaliar a sua aplicação em escala industrial.


