A exposição «Dos pontos ao mundo: 100 anos do braille coreano» está patente, com entrada gratuita, até 14 de fevereiro de 2027 no Museu Nacional dos Sistemas de Escrita do Mundo, em Incheon. A mostra é organizada em conjunto com o Museu Nacional do Hangeul e a Biblioteca Braille Songam.
O braille coreano nasceu do trabalho do professor Bak Du-seong, que a partir de 1913 ensinou alunos cegos num instituto público. Com a colaboração dos próprios estudantes, testou 12 versões até proclamar o sistema «Hunmaengjeongeum» a 4 de novembro de 1926, seguindo três princípios: usar menos pontos, facilitar a aprendizagem e evitar confusões.
O quadro original de 1926, que segundo a curadora Gu Dan-bi resultou de seis anos de investigação, está registado como património cultural nacional. A exposição mostra ainda manuscritos e diários de Bak, além de uma revista semanal de 1949 impressa em papel reciclado para que leitores cegos pudessem acompanhar as notícias.
A visita foi concebida para ser acessível: inclui informação em coreano, braille, inglês e japonês, audioguia, modelos táteis e corrimãos. Os visitantes podem folhear livros táteis e escrever o próprio nome em braille, numa mostra cuja mensagem central é «um mundo que todos podem ler juntos».


