Mark Schachtner, de 45 anos, participava numa ação voluntária de recolha de lixo no lago Pewaukee, no Wisconsin, quando avistou um objeto comprido no fundo e percebeu que se tratava de uma canoa. Contactou a arqueóloga marítima Tamara Thomsen, da Sociedade Histórica do Wisconsin, e cinco dias depois ambos regressaram ao local para medir, fotografar e recolher uma pequena amostra de madeira.
A embarcação, em bom estado, repousa a cerca de 4,5 metros de profundidade e mede 5,3 metros de comprimento. As análises revelaram que foi feita de carvalho-branco e a datação por radiocarbono indica, com 70% de probabilidade, que foi construída entre os anos 992 e 1049.
Os construtores indígenas terão escavado o tronco à mão, possivelmente com conchas ou ferramentas de pedra, moldando-o depois com fogo. Há mil anos, o local ficaria junto à margem, onde a canoa terá sido deixada propositadamente para uso futuro, já que estas embarcações eram vistas como bens comunitários.
Respeitando a vontade das nações indígenas do Wisconsin, a canoa vai permanecer debaixo de água, onde tem as melhores condições de conservação, e a sua localização exata não será divulgada. Os especialistas acreditam que muitos outros lagos do estado poderão esconder achados semelhantes.


