A empresa Encora Therapeutics, que desenvolve um dispositivo de pulso para o tremor essencial, nasceu de um projeto da disciplina de design de produto 2.009 do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT). Em fevereiro de 2026, a agência norte-americana do medicamento (FDA) autorizou o aparelho para ajudar adultos com esta doença, que provoca tremores sobretudo nas mãos.
A ideia surgiu em 2017, quando um grupo de finalistas construiu um protótipo numa caixa de cartão com um pequeno computador Raspberry Pi. Na apresentação final, um homem com Parkinson precoce desenhou uma espiral com muito mais precisão com o dispositivo ligado e disse sentir-se como antes da doença.
O aparelho aplica vibração mecânica a recetores do pulso, que enviam sinais através dos nervos periféricos até às mesmas regiões do cérebro visadas pela cirurgia. Em ensaios realizados em 2024 e 2025, com 47 e 59 participantes, mais de 70% dos doentes registaram uma melhoria significativa.
A empresa, fundada formalmente em 2020 por antigos alunos como Daniel Carballo, Allison Davanzo e Kyle Pina, está agora a criar uma equipa de vendas a nível nacional e a procurar a cobertura das seguradoras. No futuro, espera vir a tratar também os tremores associados ao Parkinson.


