Kenso Soai, de 76 anos e ligado à Universidade de Ciências de Tóquio, foi distinguido com o Prémio Nobel da Química de 2026, anunciado a 7 de outubro em Estocolmo pela Academia Real das Ciências da Suécia. Partilha o galardão com o francês Henri B. Kagan, de 95 anos, da Universidade Paris-Sud, em Orsay.
Muitas moléculas existem em duas versões que são a imagem no espelho uma da outra, como um par de mãos. Nos anos 1980, Kagan mostrou que era possível desenhar reações que favorecessem uma dessas versões. Soai aperfeiçoou depois o processo e criou a primeira reação capaz de produzir de forma eficiente apenas uma das imagens, hoje conhecida como reação de Soai.
A escolha da versão certa é decisiva na conceção de fármacos, porque as duas formas podem atuar de maneira diferente no organismo. O presidente da Sociedade Americana de Química, Rigoberto Hernandez, afirmou que os medicamentos atuais não seriam possíveis sem esta química, e um membro do comité Nobel descreveu o trabalho de Soai como provavelmente a experiência mais interessante da química orgânica.
Ao reagir à distinção, Soai disse tratar-se de um dos dias mais emocionantes da sua vida. O prémio tem um valor de 12 milhões de coroas suecas, a dividir pelos laureados.


