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Mães orangotango fazem longas viagens para que as crias tenham com quem brincar

Um estudo do Instituto Max Planck de Comportamento Animal mostra que as mães orangotango do Bornéu gastam energia extra para levar as crias a brincar com outras.

Mães orangotango fazem longas viagens para que as crias tenham com quem brincar
Imagem ilustrativa · Foto: Bob Brewer / Unsplash

Os orangotangos são os grandes símios mais solitários, mas as mães parecem organizar verdadeiros encontros de brincadeira para as suas crias. A conclusão é de uma equipa liderada pelo Instituto Max Planck de Comportamento Animal, em colaboração com a Universidade de Zurique, a Universitas Nasional da Indonésia e a Universidade Rutgers.

Na estação de investigação de Tuanan, na ilha do Bornéu, os cientistas acompanharam pares de mães e crias desde 2003, de manhã à noite. Ao longo de cerca de 15 anos, somaram 32 mil horas de observação de 31 pares.

Os investigadores verificaram que as mães com crias de idades próximas partilhavam mais território e que essas crias brincavam juntas com maior frequência. Nos dias de brincadeira, e nos dias imediatamente antes e depois, as mães percorriam distâncias maiores, deslocando-se para a zona da outra mãe, e passavam menos tempo a alimentar-se.

Estes encontros são raros, acontecendo em cerca de 6% dos dias observados, e a brincadeira entre crias dura cerca de 20 minutos no total. Segundo a autora sénior, Maria van Noordwijk, o estudo revela um custo escondido da vida solitária; ainda não se sabe se este investimento beneficia as crias mais tarde.

Fonte originalMax Planck Society — ler a notícia completa

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