Uma equipa do CNRS, em colaboração com a Universidade de Estrasburgo, a ENS de Lyon e instituições australianas, demonstrou que os esquilos-terrestres-colombianos conseguem hibernar durante meses sem perder a memória espacial. Estes animais, que vivem nomeadamente nas Montanhas Rochosas do Canadá, passam oito a nove meses por ano em hibernação.
Os cientistas testaram 18 esquilos selvagens num labirinto que imita uma rede natural de tocas. Os animais que tinham aprendido o percurso antes de hibernar encontraram a saída à primeira tentativa depois de acordarem.
Em comparação com esquilos que nunca tinham visto o labirinto, foram 44 vezes mais rápidos, seguiram trajetos quase duas vezes mais diretos e cometeram cerca de metade dos erros. O estudo foi publicado na revista Biology Letters.
O trabalho assenta num acompanhamento de longa duração da ecologia da espécie nas Rochosas canadianas, que decorre há mais de 34 anos. Os investigadores querem agora perceber se outras memórias, como o reconhecimento de indivíduos da mesma espécie, também sobrevivem à hibernação.


