Uma equipa da Universidade de Leiden, nos Países Baixos, com a doutoranda convidada Maite Wilhelm e o professor Simon Portegies Zwart, propôs uma nova explicação para o chamado paradoxo da idade da Nebulosa de Orion.
As estrelas da nebulosa têm cerca de um milhão de anos, mas a estrela central, θ1 Ori C1, com cerca de 33,5 massas solares, poderá ter-se formado há apenas 200 mil anos, da fusão de duas estrelas, possivelmente provocada por uma terceira. Antes disso, a radiação mais fraca deixou sobreviver os discos de poeira onde se formam planetas.
Segundo os autores, este cenário pode explicar também o campo magnético inclinado da estrela e o seu excesso de azoto. O estudo vai ser publicado na revista Astronomy & Astrophysics.


