Investigadores do Instituto de Ciência e Tecnologia da Áustria (ISTA), liderados por Pavel Payne e pelo professor Călin Guet, descobriram que a bactéria intestinal Escherichia coli, quando está perto de passar fome, usa vírus que infetam bactérias para levar ADN de umas células para outras. O estudo foi publicado na revista Molecular Biology and Evolution.
Ao mesmo tempo, o sistema imunitário bacteriano CRISPR-Cas protege as células recetoras. Estas incorporam o ADN recebido no seu genoma e passam-no aos descendentes, num processo semelhante à reprodução sexual.
O fenómeno é pouco frequente, mas acontece mais de cem vezes mais do que as mutações espontâneas e está ligado à resposta à falta de alimento. Segundo os autores, pode acelerar a adaptação das bactérias e ajudar a eliminar mutações prejudiciais.


