Uma equipa da Escola de Engenharia do Trinity College Dublin, liderada pela professora Sara Pavia, desenvolveu betão de baixo carbono que usa o resíduo da refinação da bauxite, conhecido como «lama vermelha», um subproduto da produção de alumina. O projeto teve financiamento da Enterprise Ireland e a participação de duas empresas irlandesas.
A equipa seguiu dois caminhos. No primeiro, substituiu 20% a 30% do cimento Portland pelo resíduo e obteve, em laboratório, uma resistência à compressão comparável à do betão de referência. No segundo, criou um ligante seco que pode ser usado nos equipamentos de mistura já existentes.
A pegada de carbono ficou entre 67,8% e 79,8% abaixo da de um cimento comum, e o material manteve a resistência depois de 56 ciclos de gelo e degelo. Ainda há desafios, como a trabalhabilidade e o custo de alguns ativadores, e seguem-se testes de longo prazo e a certificação.


