Uma equipa da ETH Zürich, no Departamento de Ciência e Engenharia de Biossistemas, em Basileia, liderada pelo professor Randall Platt, desenvolveu um sistema que arquiva o ARN de uma célula durante vários dias. Assim é possível reconstruir que genes estiveram ativos no passado. O estudo foi publicado na revista Nature Biotechnology.
O sistema usa três proteínas otimizadas, uma delas derivada de uma proteína dos grânulos de stress, que concentram o ARN numa película à volta das mitocôndrias e o protegem das enzimas que o destroem. Cada célula consegue guardar vários milhares de moléculas de ARN.
Em culturas de células humanas, o arquivo captou respostas a uma molécula de sinalização do sistema imunitário que as medições convencionais, feitas mais tarde, não detetariam. A ETH já pediu a patente e a equipa planeia estudos em animais e investigação sobre cancro, como isolar células tumorais que sobrevivem à quimioterapia para perceber como se formam.


