O Imperial College London publicou o relatório anual de 2026 do London Register of Subsurface CO2 Storage, que acompanha o dióxido de carbono guardado no subsolo por projetos em funcionamento em todo o mundo. O registo cobre 70 projetos em 17 países de seis continentes e conta com mais de 30 especialistas internacionais.
Em 2024 foram armazenadas 43,6 milhões de toneladas de CO2, um novo recorde anual, contra 21 milhões em 2016. O maior projeto individual é o do pré-sal da Bacia de Santos, no Brasil, com 14,2 milhões de toneladas, cerca de um terço do total. Os Estados Unidos somam 23 projetos e 20,2 milhões de toneladas, e a Nova Zelândia e a Itália entraram no registo pela primeira vez.
Os autores reviram em baixa alguns valores anteriores e assinalam incertezas na contabilização do CO2 usado para extrair petróleo, que vão analisar em próximos relatórios. Segundo o professor Samuel Krevor, para cumprir a meta de 1,5 °C do Acordo de Paris o armazenamento terá de chegar a pelo menos mil milhões de toneladas por ano até 2050.


