Um estudo liderado por Fernando Rabioglio Giugni, do Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da USP, no Brasil, realizado durante um pós-doutoramento no UT Southwestern Medical Center, nos Estados Unidos, identificou proteínas no sangue associadas à pressão nas artérias dos pulmões. O trabalho, apoiado pela FAPESP, foi publicado na Nature Communications.
A equipa mediu cerca de 5000 proteínas sem alvo pré-definido. Vinte e duas estavam ligadas aos níveis de pressão pulmonar, 15 mantiveram a associação em doentes avaliados por cateterismo e dez estavam associadas ao risco futuro de hipertensão pulmonar nos cerca de 500 mil participantes do UK Biobank. A proteína NOTCH3 destacou-se como possível alvo de tratamento.
A doença afeta entre 0,5% e 1% da população e quase 10% das pessoas com mais de 65 anos. Os resultados são associações e a análise ainda não está pronta para uso clínico: é preciso validar os marcadores noutras populações e perceber se a via da NOTCH3 pode ser tratada com medicamentos.


