Investigadores do MIT, nos Estados Unidos, liderados pela professora Canan Dagdeviren, criaram um implante que usa ultrassons para espalhar melhor os medicamentos no cérebro. O trabalho, com colegas do Massachusetts General Hospital, da Harvard Medical School e da Universidade de Boston, foi publicado na revista Device.
O dispositivo, chamado LUCID, é um implante fino e flexível com uma cânula impressa em 3D sobre uma matriz de 24 pequenos transdutores de ultrassons. Leva cerca de 100 microlitros de líquido, usa uma bomba osmótica passiva e é controlado sem fios por Bluetooth, com bateria recarregável.
Em modelos de gel que imitam os tecidos humanos, os ultrassons levaram as moléculas mais longe do que sem eles. Em ratinhos, um contraste de ressonância magnética espalhou-se mais pelo cérebro quando os ultrassons estavam ligados.
Para já, os testes limitaram-se a modelos de gel e ratinhos e o dispositivo ainda não foi usado em pessoas. Os investigadores acreditam que a abordagem poderá servir para imunoterapias ou terapias genéticas e, no futuro, ajudar a evitar que tumores cerebrais agressivos regressem.


