Investigadores do RIKEN, o maior instituto de investigação do Japão, deram um passo para construir processadores quânticos maiores com qubits de spin em silício, o mesmo material dos chips comuns. O estudo foi publicado na revista Nature Physics.
A equipa usou uma matriz de cinco qubits controlada por uma única linha de micro-ondas partilhada. O problema é que os sinais de controlo desviam a fase dos qubits vizinhos e reduzem a precisão quando vários trabalham ao mesmo tempo. Os investigadores criaram um protocolo de calibração feito aos pares, que compensa esses desvios sem ter de calibrar todas as combinações possíveis.
Com os qubits a funcionar um de cada vez, a fidelidade das operações ficou acima de 99,99%, e a melhor chegou perto de 99,999%. Com até três qubits em simultâneo manteve-se acima de 99,99%, e com os cinco em paralelo ficou em cerca de 99,9%.
Ainda falta resolver a perda de coerência causada pela maior potência de micro-ondas necessária para operar em paralelo. A equipa quer melhorar o desenho do dispositivo, com o objetivo de longo prazo de construir um computador quântico tolerante a falhas baseado em silício.


