O Imperial College London participa no HARMONI, um projeto financiado pela União Europeia com quase 8 milhões de euros e 12 parceiros, coordenado pelo instituto norueguês SINTEF. O objetivo é testar se as fábricas de cimento podem substituir os combustíveis fósseis por uma mistura de amoníaco e hidrogénio.
A ideia é recuperar amoníaco de águas residuais, completá-lo com amoníaco verde e transformar parte dele em hidrogénio na própria fábrica. Os parceiros vão juntar estas tecnologias num gémeo digital de uma cimenteira da CEMEX em Alicante, Espanha.
A produção de cimento é responsável por cerca de 7% das emissões mundiais de CO2, e nas indústrias do cimento, aço, vidro e cerâmica entre 70% e 92% da energia vai para calor a temperaturas muito altas, difícil de eletrificar.
No Imperial, a equipa da professora Evina Katsou vai avaliar o ciclo de vida, os custos e o impacto social da solução e criar uma ferramenta interativa e formação online. O projeto arrancou em setembro de 2026, em Oslo, e decorre até agosto de 2029.


