O relatório Planeta Vivo 2026 da WWF, elaborado com a Sociedade Zoológica de Londres, analisou cerca de 35 803 tendências populacionais de 5790 espécies de vertebrados. O documento regista uma descida média de 73% no tamanho das populações monitorizadas ao longo de 52 anos, mas sublinha também exemplos concretos de recuperação.
O caso mais marcante é o do tigre: em 2010, quando a espécie parecia caminhar para a extinção, restavam cerca de 3200 animais em estado selvagem. No ano passado, a população chegou a cerca de 5700, um aumento de 70%.
O atum-rabilho do Atlântico, que colapsou após décadas de sobrepesca, recuperou ao ponto de já não ser considerado ameaçado. Na África do Sul, as populações de elefantes estão estáveis ou a crescer em muitas zonas onde as comunidades locais lideram a gestão do território.
Também a tartaruga-verde se tornou, no ano passado, a primeira tartaruga marinha a passar de ‘Em Perigo’ para ‘Pouco Preocupante’, resultado de décadas de trabalho de proteção.


