O tiro para atletas com deficiência visual tornou-se uma classe oficial do tiro paralímpico em 2019 e voltou a integrar os Campeonatos do Mundo, realizados em Changwon, na Coreia do Sul, na sua quarta edição. Segundo o Comité Paralímpico Internacional, a modalidade continua a crescer e a revelar novos nomes.
A espanhola Isabel Maria Lopez Elvira, de apenas 18 anos, venceu o título mundial de carabina de ar comprimido a 10 metros, na posição de pé, cinco meses depois de ter recebido a licença internacional. O polaco Boguslaw Rutkowski conquistou também o seu primeiro título mundial, enquanto a compatriota Barbara Moskal, campeã inaugural em 2019, arrecadou a prata e mantém-se como a única atleta com medalhas em todas as edições.
Os atiradores utilizam carabinas eletrónicas equipadas com um dispositivo sonoro: o tom muda à medida que a mira se aproxima do centro do alvo. Um assistente pode ajudar no posicionamento, mas não é permitida comunicação verbal durante o disparo.
A modalidade exige ainda métodos de treino próprios, com uma comunicação constante e precisa entre treinador e atleta. Na Índia, por exemplo, três atletas competem já a nível internacional, e Dwarakesh Chandrasekaran terminou em oitavo lugar na final logo na estreia em Mundiais.


