O Centro Médico Sheba, em Israel, explicou a 19 de outubro como está a passar a inteligência artificial de projetos-piloto para a prática clínica. A principal ferramenta é o SmartER, uma plataforma que ouve a consulta e ajuda a preparar os registos clínicos, criada primeiro para as urgências e depois alargada à medicina interna e às consultas.
O SmartER funciona em quatro línguas: hebraico, inglês, árabe e russo. Segundo o hospital, reduzir o tempo de escrita não encurtou as esperas, mas melhorou a experiência de médicos e doentes, porque o tempo poupado passou para a própria consulta. O Sheba está também a testar um assistente que dá aos médicos acesso rápido a literatura médica, medicamentos e protocolos.
Para proteger os doentes, os dados não são usados para treinar o sistema e há um mecanismo que apaga ou bloqueia identificadores como nomes e moradas. Uma equipa dedicada avalia as ferramentas antes e depois de entrarem em uso, e as cartas e resumos escritos pela IA são confrontados com o processo clínico.


