Investigadores da Universidade Rei Abdullah de Ciência e Tecnologia (KAUST), na Arábia Saudita, e da Universidade de Oxford desenvolveram um sensor eletrónico que deteta no sangue sinais moleculares ligados à doença de Parkinson. O estudo foi publicado na revista Science Advances e anunciado a 4 de outubro.
O método isola primeiro pequenas «encomendas» que as células nervosas libertam para o sangue e depois analisa as proteínas no seu interior. O coração do sensor é um transístor eletroquímico orgânico, que amplifica sinais biológicos muito fracos. Mede três formas da proteína alfa-sinucleína, associada ao Parkinson, em concentrações muito baixas e em cerca de 40 minutos.
Numa avaliação às cegas com 57 participantes, a técnica distinguiu os perfis associados à doença dos de pessoas saudáveis com 87,7% de precisão. Os investigadores sublinham que ainda não é um teste clínico: os próximos passos são estudos maiores, com mais doentes e em vários centros.


