Uma equipa do centro SUERC, das universidades de Glasgow, Edimburgo e St Andrews e dos Museus Nacionais da Escócia usou os dentes de baleias como uma «máquina do tempo». O estudo, divulgado a 7 de outubro pela Universidade de Glasgow, foi publicado na revista Frontiers in Marine Science.
Os cientistas compararam o radiocarbono de cada camada de crescimento dos dentes com o pico deixado pelos testes de armas nucleares na atmosfera. Analisaram dentes de cinco animais que deram à costa na Escócia: dois cachalotes e três orcas. Confirmaram que as camadas se formam uma vez por ano na juventude e na idade adulta, mas ficam menos fiáveis na velhice.
O cachalote «Moby», que deu à costa no estuário do Forth em 1997, tinha pelo menos 43 anos. Uma orca macho de South Uist poderá ter tido 65 anos ou mais, possivelmente uma das mais velhas conhecidas. O dente da orca «Lulu» mostrou que ela se alimentava sobretudo ao largo da costa oeste da Escócia, e os isótopos revelaram diferenças na dieta entre as orcas.


