Equipas da Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça, estão a usar a ressonância magnética funcional para estudar a medula espinal humana, uma estrutura com cerca de um centímetro de diâmetro e muito mais difícil de observar do que o cérebro.
Num estudo recente, em pré-publicação e ainda sem revisão por pares, a equipa observou a medula de 22 voluntários e registou o que um impulso de estimulação magnética no cérebro provoca na medula — segundo a EPFL, a primeira vez que isto foi visto em humanos. Impulsos fracos ativaram só a parte sensorial; impulsos mais fortes chegaram aos neurónios motores.
Em 2022, mapas feitos com esta técnica ajudaram a decidir onde colocar elétrodos num implante: com um estimulador da medula, três pessoas com paralisia completa voltaram a ficar de pé e a andar, num trabalho do centro .NeuroRestore, em Lausana.
Os investigadores apresentam a imagem como uma ferramenta, não como uma terapia: pode ajudar a personalizar implantes, detetar alterações antes dos sintomas e escolher doentes. Está previsto um ensaio com doentes de AVC no hospital universitário CHUV. A técnica ainda está a dar os primeiros passos.


