O Prochlorococcus, o organismo fotossintético mais abundante do oceano, era visto como um micróbio «solitário» que flutua livremente. Investigadores do MIT mostraram agora que também forma biofilmes, comunidades de células agarradas a partículas. O estudo saiu na revista Nature Communications.
As células alternam entre os dois estados, e células geneticamente idênticas podem estar em qualquer deles. As que estão agarradas crescem mais devagar, produzem mais clorofila e libertam quase o dobro do carbono orgânico das que flutuam.
Analisando ADN de amostras de água do mar e a base de dados do projeto Tara Oceans, a equipa encontrou Prochlorococcus agarrado em todas as amostras, da superfície até mil metros de profundidade.
Se estas células afundarem, podem levar cerca de meio milhar de milhões de toneladas de carbono por ano para águas profundas, uma estimativa que os autores descrevem como aproximada. O micróbio pode ter assim um papel maior do que se pensava na retirada de carbono da atmosfera.


