A traça-do-tomateiro (Phthorimaea absoluta) é uma das pragas mais prejudiciais para esta cultura. Um estudo publicado na Nature Communications, com participação de José Maurício Simões Bento, da Esalq-USP, e de investigadores chineses liderados por Jiancai Li, mostrou que o tomate selvagem Solanum pennellii se defende melhor graças a uma molécula com uma forma tridimensional diferente.
A diferença está nas enzimas GAME8: apenas quatro aminoácidos à volta da cavidade da enzima decidem se a planta produz fitotomatina, mais protetora contra a traça, ou α-tomatina, a molécula do tomate cultivado.
Em princípio, editar estes quatro aminoácidos poderá levar a variedades comerciais mais resistentes. Os autores sublinham que são precisos mais testes, incluindo o efeito noutras pragas e no sabor e qualidade do fruto. O trabalho teve apoio da FAPESP e da NSFC chinesa.


