Espanha manteve em 2025 a liderança internacional na doação de órgãos de pessoas falecidas, sendo responsável por 23% dos dadores da União Europeia e por 5% dos registados a nível mundial. O país ficou ainda em primeiro lugar em transplantes de rim, com 4.000, e de pulmão, com 556, segundo o Observatório Mundial de Doação e Transplante, gerido pela Organização Nacional de Transplantes (ONT) como centro colaborador da OMS.
Espanha destacou-se sobretudo na doação em assistolia, ou seja, após morte por paragem cardiorrespiratória. Com 1.416 dadores deste tipo, o país contribuiu com 48% do total da União Europeia e 10% do mundo, e foi o único a realizar transplantes de intestino a partir destes dadores, num total de quatro.
A nível global, fizeram-se 183.896 transplantes de órgãos em 2025, mais 4% do que no ano anterior, um máximo histórico. A taxa espanhola de transplantes com órgãos de dadores em assistolia chegou a 63,5 por milhão de habitantes, à frente dos Estados Unidos (46,7) e da Bélgica (39,7).


