O choco foi distinguido como «Peixe do Ano» na Flandres pelo Centro Flamengo de Marketing Agroalimentar e das Pescas. Na verdade, trata-se de um cefalópode, parente da lula e do polvo, e não de um peixe. O setor espera que a distinção ajude a divulgar uma espécie que continua subvalorizada.
Este animal tem dez braços, um esqueleto interno calcário e uma notável capacidade de camuflagem. Como vive apenas um a dois anos, as suas populações conseguem recuperar depressa. Ocorre em grande parte do Atlântico, do sul da Noruega à África Ocidental, e parece estar a expandir-se para novos locais com as alterações climáticas.
Em 2024, os desembarques de choco aumentaram 25%, para 2248 toneladas, o equivalente a 19% de todo o pescado desembarcado na Bélgica. O choco representou 79% dos cefalópodes desembarcados, sendo a espécie mais comum nos portos flamengos.
Com textura firme e um sabor ligeiramente a noz, pode ser grelhado, frito ou estufado. Ainda assim, apenas 6,3% dos belgas compram choco, lula ou polvo frescos, e muitos conhecem sobretudo as lulas congeladas.


