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Navio com louça de 2100 anos revela segredos do comércio antigo no Mediterrâneo

Arqueólogos turcos estão a retirar do fundo do mar, perto de Adrasan, milhares de peças de cerâmica de um navio que naufragou há mais de dois milénios, muitas ainda notavelmente intactas.

Navio com louça de 2100 anos revela segredos do comércio antigo no Mediterrâneo
Imagem ilustrativa · Foto: Aybike Koseoglu / Unsplash

Investigadores da Universidade Akdeniz, na Turquia, encontraram em 2023 os destroços de um navio que transportava louça de mesa e que se afundou há mais de 2000 anos, ao largo da vila de Adrasan, na costa sul do país. A embarcação repousa entre cerca de 42 e 55 metros de profundidade.

A escavação, liderada pelo arqueólogo subaquático Hakan Öniz, começou em 2025 e continua com recurso a robôs subaquáticos. A equipa já classificou milhares de objetos em 122 tipos, entre pratos, taças, tabuleiros e ânforas. A argila colocada entre as peças nas caixas de transporte ajudou a preservar muitas delas.

Moedas da cidade de Antioquia, do século I a.C., encontradas entre os destroços, ajudam a datar o naufrágio. A maior parte dos pratos e taças terá sido produzida no porto de Rhosus, atual Arsuz, famoso por uma cerâmica que o próprio Cícero elogiou numa carta, enquanto as ânforas provirão provavelmente das ilhas do Egeu.

Segundo os investigadores, o navio integrava uma rede comercial que ligava Antioquia, a Grécia e a Península Itálica, e terá afundado a caminho de Roma após embater em baixios durante uma tempestade. O ministro turco da Cultura e Turismo, Mehmet Nuri Ersoy, celebrou a descoberta nas redes sociais.

Fonte originalSmithsonian Magazine — ler a notícia completa

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